Relatório do Seminário de dia 23 de novembro de 2017

IV Encontro entre a Teoria, os Dados e o Conhecimento – “Desafios da Investigação no Ensino Superior Politécnico”

Realizou-se no dia 23 de novembro do presente ano. Contou com a presença de um mediador, Jorge Pinto e três oradores, representantes de Institutos Politécnicos de Portugal. A representar o Instituto Politécnico de Santarém esteve presente Maria Potes Barras, a representar o Instituto Politécnico de Portalegre esteve Luís Loures e a representar o Instituto Politécnico de Lisboa esteve Marina Fuertes. Os três falaram um pouco sobre a área de investigação nos Politécnicos referindo algumas dificuldades, vantagens e projetos realizados.
Primeiro falou Maria Potes Barras, do IPSantarém, referindo o propósito e as necessidades da investigação nos institutos politécnicos. Destacou o envolvimento de estudantes nas atividades de investigação, locais ou regionais. Deu o exemplo de um projeto desenvolvido pelo IPSantarém em parceria com a Croácia e Itália, denominado “T21 to community”, onde seriam criadas 4 atividades com conteúdos digitais e-skills para desenvolver um trabalho com pessoas com síndrome de Down. Terminou o seu discurso dando o exemplo de bolsas que os alunos podem receber para desenvolver um trabalho nestas investigações e o impacto destas.
De seguida falou Luís Loures, representante do IPPortalegre. Começou por falar um pouco sobre o trabalho desenvolvido nos Centros de Investigação, referindo que grande parte dos professores dos institutos politécnicos são investigadores dos centros de investigação das universidades. Diferenciou Investigação Fundamental e Investigação Aplicada. A primeira procura desenvolver uma teoria baseando-se numa ciência, sendo que a segunda é desenvolvida com base na resolução de um problema, ou seja, uma empresa tem um problema, então financia um projeto onde o objetivo é desenvolver algo que solucione o seu problema. Contudo, existem problemas permanentes nestas investigações, tais como a avaliação destas e as fontes de financiamento. Mencionou que as avaliações feitas das investigações são feitas ao nome da Instituição onde o investigador desenvolve o trabalho e não ao seu próprio nome. Podendo, por vezes criar conflito, foi determinado que o presidente do instituto politécnico teria que assinar um documento autorizando o docente a trabalhar para benefício de outra instituição.
Por fim, falou Marina Fuertes, do IPLisboa. Pertence ao Centro Interdisciplinar de Estudos Educacionais (CIED) juntamente com Dalila Lino, Alfredo Dias e a coordenadora Cátia Rijo. É uma unidade orgânica da Escola Superior de Educação de Lisboa (ESELx), creditada pela Fundação Calouste Gulbenkian, onde é realizada uma investigação fundamental nas áreas de educação, intervenção social e artes. Tem algumas linhas de investigação, entre elas uma em arte e design, uma em educação e desenvolvimento e outra em currículo e didáticas. Este centro de investigação conta com 9 avaliadores de projetos (avaliação anual) e já teve 24 projetos financiados, sendo que a 5 ou 6 foram destinados 5000 euros para que os alunos pudessem participar na investigação (seleção dos melhores alunos por parte do IPLisboa). O CIED desenvolve também, duas vezes por ano, encontros internacionais relacionados com a educação e com as artes e apoia iniciativas de organização de encontros, aulas abertas, seminários e congressos de professores da ESELx. Terminou o seu discurso com uma perspetiva para o futuro, a criação de um Laboratório Colaborativo onde se desenvolvessem investigações nas áreas de Educação, Sociedade e Inclusão.

O mediador Jorge Pinto deu por concluído o seminário colocando três questões em que duas delas são “Quais são as diferentes formas que as Instituições arranjaram para fomentar a investigação?” e ”Qual a importância dos projetos enquanto veículo de desenvolvimento da investigação?”. Por fim, houve um tempo para esclarecimento de dúvidas com os oradores e de seguida terminou o seminário.

Inês Nunes - 150142060

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