Reflexão sobre segurança, privacidade e fidedignidade suscitada pelas novas tecnologias de informação e comunicação


No âmbito da Unidade Curricular de Língua Portuguesa e as Tecnologias de Informação e Comunicação (LPTIC), foi-me proposto pelo docente Tiago Falcoeiras que realizasse uma reflexão individual sobre questões de segurança, privacidade e fidedignidade suscitadas pelas novas tecnologias de informação e comunicação, com base na aula com o Professor João Torres e da leitura dos textos de imprensa sugeridos.
Em 1946 iniciou-se a era digital, ENIAC (Electrical Numerical Integrator and Computer) foi o primeiro computador digital eletrónico de grande escala no mundo. Foi a partir deste que surgiram evoluções sucessivas que trouxeram  inúmeras vantagens, como novas maneiras de aprender, comunicar, viajar, exprimir, o facto de aproximar todo o mundo como também dar ênfase à pessoa como ser individual, permitindo por exemplo a criação de currículos originais, onde se realça os interesses pessoais. No entanto, nem tudo são benefícios, pois também há alguns riscos e cuidados a ter na sua utilização.
Na internet, todos os cuidados são poucos, na medida em que com um clique acedemos ao que queremos e ao que não queremos. Podemos encontrar pessoas falsas, burlas e por vezes, por descuido, sem consciência colocamos em perigo os nossos dados pessoais que pode dar origem a roubos de identidade. Assim, temos de ter em conta que hoje em dia, não existe nenhuma entidade que garanta total fidelidade na guarda de segredos (Belanciano, 2014). Face a isto devemos ter todo o cuidado com aquilo que publicamos e assegurar a nossa privacidade na parte que nos compete.
Hoje em dia, é cada vez mais comum ver os jovens a exporem as suas vidas pessoais e familiares nas redes sociais, a falar com pessoas que nunca viram e que nem sequer sabem quem são. Estas situações e outras, levam-me a pensar que a internet é perigosa mas também mal utilizada, uma vez que se formos cuidadosos não existem este tipo de problemas. Por outro lado, não é só o facto dos jovens se exporem na internet, mas também o tempo que passam em frente a um computador que origina um afastamento do mundo que os rodeia. Desta forma, os pais e professores devem ter a responsabilidade de explicar aos jovens os perigos da internet e aconselha-los a evitarem os mesmo.
As crianças e jovens são o público-alvo mais vulnerável no que diz respeito ao uso das tecnologias de informação e comunicação pois são curiosos, perspicazes e não conhecem os perigos, enquanto que os adultos, assim como os jovens mais informados acabam por ter medo e recuar.
As crianças e jovens não devem ser proibidas de usufruir da internet, devem sim estar alerta e ter supervisão de um adulto que as possa orientar para o que é ou não perigoso. Por exemplo, hoje em dia grande parte das crianças pequenas que eu conheço têm tablets. Os familiares oferecem-lhes os tablets e deixam-nas explorar sem as ensinar ou falar dos perigos que estão inerentes à sua utilização. Se as crianças forem consciencializadas, desde pequenas dos seus riscos, vão-se tornar jovens e adultos conscientes e preocupados.
Em suma, podemos considerar que nos dias de hoje qualquer utilizador da internet se encontra muito exposto, principalmente aqueles que utilizam as redes sociais, visto que os seus dados se encontram mais acessíveis e por muito que se tente limitar a privacidade torna-se sempre difícil neste mundo enorme que é a internet. A internet é o meio onde todos vivemos “(…) num mundo digitalizado onde armazenamos a nossa vida em computadores” (Belanciano, 2014), significando isto, que estamos constantemente a    deixar a nossa pegada digital.

Bibliografia
Belanciano, V. (2014). Não são apenas as celebridades que estão a nu na Internet. Público, 25. Disponível em https://www.publico.pt/2014/09/03/culturaipsilon/opiniao/nao-sao-apenas-as-celebridades-que-estao-a-nu-na-internet-1668563
Ferreira, Rui da Rocha (2017), COMO OS ADBLOCKERS TÊM EVOLUÍDO POR FORÇA DOS ACONTECIMENTOS, Online, disponível em https://www.futurebehind.com/adblockers-criptojacking-ghostery/
Oliveira, Pedro Miguel (2016), Quem vigia a Internet de Todas as Coisas?, Online, disponível em  http://exameinformatica.sapo.pt/opiniao/2016-11-16-Quem-vigia-a-Internet-de-Todas-as-Coisas-
Pereira, João Pedro (2017), Na Internet “nunca é possível dar 100% de garantia”, Online, disponível em  https://www.publico.pt/2017/11/11/tecnologia/entrevista/na-internet-nunca-e-possivel-dar-100-de-garantia-1791969
Sem Autor (2016), Internet das Coisas tem muitos benefícios mas deve ser usada com algum cuidado,  Online, disponível em  http://tek.sapo.pt/noticias/internet/artigo/internet_das_coisas_tem_muitos_beneficios_mas_deve_ser_usada_com_algum_cuidado-49539ust.html
Sem Autor (2017), Os cuidados que deve ter para navegar em segurança na Internet, Online, disponível em  http://www.tvi24.iol.pt/tecnologia/recomendacoes/os-cuidados-que-deve-ter-para-navegar-em-seguranca-na-internet
Vasconcelos, Paulo (2016), O surfista e a onda: fraude na internet, Online, disponível em  http://visao.sapo.pt/opiniao/silnciodafraude/2016-11-03-O-surfista-e-a-onda-fraude-na-internet

Licenciatura em Educação Básica
Unidade Curricular: Língua Portuguesa e as Tecnologias de Informação e Comunicação
Docente: Tiago Falcoeiras
Discente: Joana Reimão – 160142051
18 de dezembro de 2017


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